Beleza Fatal tentou resgatar sentimento dos anos 1990 em pleno 2025 com seu último episódio
A Natalia me zoou muito nas últimas semanas.
Toda segunda-feira, logo após minha live semanal no YouTube do Buteco, eu ligava a TV e maratonava cinco capítulos da novela do Raphael Montes.
Natalia ficava incrédula. “Que porra é essa que você está assistindo?” ou “Não acredito que logo você ficou viciado em uma novela.” Verdade seja dita, ela quase se deixou vencer pela curiosidade, mas não se rendeu.
Ainda.
Achei um exercício criativo fascinante dedicar meu tempo para Beleza Fatal. Brasileiro nasce com atração pelo que é suburbano, brega, exagerado, safado etc. Não sou diferente. Montes criou um prato cheio: intriga, dedo no cu e gritaria.
Algumas decisões questionáveis tinham como objetivo alongar a narrativa. O que me fez ter certeza que se algum dia existir um personagem inteligente em qualquer novela, ela vai acabar bem rápido. E tá tudo bem.
A gente fica criando problema, reclamando e tentando falar como “deveria ter sido”. E quer saber? Isso é besteira. Melhor aceitar e curtir como as coisas são.. Fiz um conteúdo de final explicado lá no Cinema de Buteco, caso queira saber como acabou.
Mais que os bordões e personagens carismáticos, o legado desse sucesso do MAX é o sentimento de resgatar aquele clima de família/amigos reunidos para ver último capítulo de novela ou final de Copa do Mundo.
Não lembro de ter vivido isso com novela, mas foi assim com a Copa de 94, 98 e 2002. Todo mundo assistindo junto. Ou fingindo que tava assistindo. A Copa de 94, especialmente. O Baggio isolando a bola tem o som dos berros de “tetra” do meu pai.
Recentemente vivemos isso torcendo pela Fernanda Torres no Oscar. Antes disso, talvez o episódio final de Game of Thrones foi o último grande evento capaz de reunir tantas pessoas interessadas em compartilhar a magia da arte.
E aí? Você também é Lolover? Me conta o que achou do último episódio de Beleza Fatal!
